Em assembleia de professoras e professores municipais, Jhonatas avalia as ações da prefeitura: tratam quem trabalha na Educação como inimigo!

ASCOM Jhonatas Monteiro

Na última quinta-feira (7), Jhonatas acompanhou a assembleia das professoras e professores da rede municipal de educação, convocada pela APLB Sindicato. A assembleia teve como objetivo avaliar coletivamente a negociação das reivindicações da categoria apresentadas à Secretaria Municipal de Educação.

Mesmo diante do estado de greve, instaurado pela categoria docente em assembleia no dia 4 de outubro, o governo municipal, na figura da secretária de Educação Anaci Paim, não se comprometeu com a resolução dos grandes problemas localizados pelo professorado: duplicidade de folha de pagamento, que tem ocasionado atrasos no recebimento dos salários; falta de pagamento de valores relativos a deslocamento e hora extra; além de questões relacionadas às condições de trabalho.

Tendo sido convidado para compor a mesa da assembleia, Jhonatas falou sobre o cenário nacional de ataques à educação pelo governo Bolsonaro e como este cenário não é diferente no âmbito do município, uma vez que o prefeito Colbert Martins parece ter eleito as trabalhadoras e trabalhadores da Educação como inimigos do seu governo. Prova disso são os cortes salariais de 2020, a falta de pagamento dos precatórios do FUNDEF, a irregularidade dos pagamentos de salário agora em 2021, sem falar na condição de precariedade de muitas escolas da rede municipal.

Jhonatas também aproveitou a oportunidade para informar sobre as ações do mandato ligadas às pautas da Educação, destacando o artigo 51 da Lei de Diretrizes Orçamentárias, fruto de emenda do mandato, que garante para 2022 a criação ou reestruturação dos planos de carreira para o conjunto das categorias do serviço público municipal. Além disso informou que o mandato tem buscado construir, através da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal, um acordo a respeito do uso dos recursos do FUNDEF, que que permita a regulamentação municipal do pagamento dos valores devidos às professoras e professores – proposta oriunda da sessão especial sobre os recursos do FUNDEB e FUNDEF, realizada em setembro. Ele enfatizou, ainda, a necessidade de manutenção da mobilização da categoria, mesmo diante do cenário adverso, porque “esmorecer só contribui para fortalecer quem é o verdadeiro inimigo da educação”.

A assembleia deliberou pela manutenção do estado de greve e das mobilizações; pela recusa à proposição apresentada pela Secretaria Municipal de Educação, que não resolve os problemas apresentados pela categoria docente; pelo estabelecimento de uma nova rodada de negociações; e pela marcação de uma nova assembleia para avaliação da situação no dia 19 de outubro.

Seguimos em luta junto às professoras e professores de Feira de Santana, por melhores condições de trabalho e por educação pública de qualidade em nosso município!

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