Enquanto a Prefeitura expulsava feirantes na Bernardino Bahia nesta terça, base governista na Câmara rejeitou o novo requerimento de Jhonatas, sobre alternativas para o comércio popular de rua

ASCOM Jhonatas Monteiro

Na manhã desta terça-feira (9), um grupo de feirantes do entorno da praça Bernardino Bahia foi removido do local por ordem da Prefeitura, numa ação que contou com o suporte da Guarda Municipal, da SMTT e do “rapa”.

Enquanto a ação acontecia, era votado na Câmara o requerimento do nosso mandato, que pedia esclarecimentos justamente sobre as ameaças de remoção de feirantes do centro da cidade e perguntava qual seria o espaço destinado para uma possível relocação dessas trabalhadoras e trabalhadores.

O documento havia sido protocolado em 22 de fevereiro, mas só foi à voto hoje em função da suspensão das atividades da Câmara durante as últimas semanas. Novamente a base governista votou contra e rejeitou o requerimento, deixando claro tratar-se de orientação do prefeito. Em nenhum momento o conteúdo do documento foi questionado.

Enquanto isso, a situação das trabalhadoras e trabalhadores do comércio popular de rua só tem se agravado. Quem foi deslocado para o dito “Shopping Popular” agora enfrenta dificuldades para arcar com os custos dos boxes, e quem permaneceu das ruas convive com a ameaça de expulsão e de ações como a que ocorreu hoje. Em meio à mais grave fase da pandemia de Covid-19 e com dificuldades de vendas, feirantes, camelôs e ambulantes se vêm abandonados pela Prefeitura, que tem também se furtado ao diálogo.

No dia 26 de fevereiro, em reunião com representações das feirantes e com nosso mandato, o Secretário do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Joedilson Machado de Freitas, sinalizou a marcação de uma reunião com o prefeito Colbert Martins para discutir a situação, mas esse momento ainda não se efetivou. Enquanto isso, as obras do projeto “Novo Centro” seguem sem que sejam consideradas as demandas das trabalhadoras e trabalhadores do comércio popular de rua de Feira de Santana.

Nosso mandato segue em luta, construindo alternativas junto às feirantes para que seu direito ao trabalho e renda seja garantido, e para que as feiras livres, patrimônio cultural do nosso município, possam ser preservadas.

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