Jhonatas denuncia falta de resposta da Secretaria de Saúde à oferta de colaboração da UEFS para vacinação

O mandato também apresentou indicações à Prefeitura sobre como melhorar o processo de vacinação contra a Covid-19 no município

Na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (25), Jhonatas divulgou dois ofícios enviados pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) à Secretaria Municipal de Saúde, nos quais a instituição, que montou um Comitê Emergencial Contra a Covid-19, oferece à Secretaria suporte desde o planejamento até a execução da vacinação, disponibilizando, inclusive, o espaço do seu campus para isso. No entanto, mesmo diante das dificuldades logísticas que a vacinação impõe, nem a Secretaria e nem qualquer outro órgão ligado à Prefeitura jamais apresentaram qualquer tipo de resposta à Universidade.

A denúncia aconteceu um dia após a caótica vacinação de profissionais da educação, rodoviárias/os e de pessoal de limpeza pública, que foi marcada por longas filas, aglomerações e pela falta de imunizantes. As informações trazidas pelo Vereador reforçam a percepção generalizada de que falta organização e planejamento no processo de vacinação no município e contrariam a versão oficial da Prefeitura de que não haveriam outros locais com estrutura adequada disponíveis para realizar a aplicação das vacinas. Os ofícios datam de 19 de fevereiro e 18 de maio, indicando que a vacinação em Feira de Santana poderia contar com o suporte da UEFS há pelo menos três meses. Diante da falta de resposta aos ofícios, Jhonatas protocolou na Câmara Municipal um requerimento cobrando da Secretaria de Saúde e da Prefeitura explicações sobre o fato.

Além disso, Jhonatas também protocolou duas Indicações à Prefeitura de ajustes a serem realizados na vacinação em Feira de Santana, no sentido de torná-la mais eficiente. Uma delas é a descentralização dos locais de vacinação e a outra é sobre a inclusão entre os grupos prioritários as gestantes, lactantes e puérperas, tendo em vista as recentes descobertas científicas sobre a passagem de anticorpos para os bebês através do leite materno e da barreira placentária por ocasião da vacinação das mães. A vacinação de gestantes, lactantes e puérperas já ocorre em outros municípios e foi incluída no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 da Bahia. 

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