Jhonatas se reúne com SEAGRI e cobra diálogo da Prefeitura sobre o comércio popular de rua

No dia 24 de março (quarta-feira), nosso mandato esteve reunido com o Secretário de Agricultura Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural, Pablo Roberto, tratando da situação do comércio popular de rua do município. As questões relativas à permanência das trabalhadoras e trabalhadores da rua Marechal Deodoro, das imediações da Praça Bernardino Bahia e das vendedoras de goma do centro da cidade tiveram destaque, em vista das ameaças de expulsão em função do projeto de requalificação chamado de “Novo Centro”. O projeto de reorganização do centro da cidade, proposto pela Prefeitura, simplesmente exclui as feiras livres, não apresentando alternativas viáveis para quem vive do comércio popular de rua.

Em reunião anterior, realizada no final de fevereiro com a Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC) – que na época ainda era o órgão responsável pelas feiras – o secretário Joedilson Machado havia se comprometido a marcar uma audiência entre o Prefeito e as feirantes, para que estas pudessem apresentar sua proposta alternativa para o processo de requalificação. As trabalhadoras propõem a manutenção das barracas das feiras, de maneira padronizada e organizada, em seus espaços atuais. Tal audiência, entretanto, nunca chegou a ocorrer. Enquanto isso, as obras avançam na rua Marechal Deodoro, e calcula-se que, em cerca de uma semana, deva ocorrer a expulsão das feirantes do local. 

Com a constante falta de retorno por parte do Prefeito, no dia 16 de março nosso mandato apresentou na Câmara Municipal uma Indicação à Prefeitura, para adaptação do projeto Novo Centro, especialmente com relação à rua Marechal Deodoro, segundo as reivindicações das trabalhadoras e trabalhadores da feira. Anexas à Indicação estavam imagens de como a rua Marechal Deodoro e vias adjacentes poderiam ficar após as intervenções, com a manutenção das barracas. As imagens foram fruto de um Trabalho de Conclusão do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Unef, de autoria de Mariana Amaral, que desenvolveu sua pesquisa entrevistando lojistas e feirantes do local. 

Até então o Prefeito não se manifestou sobre a Indicação nem se dispôs à marcação das audiências. Assim, seguimos pressionando e contribuindo com a organização das trabalhadoras e trabalhadores, que não pretendem abandonar seu local de trabalho na rua Marechal Deodoro.

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