Machismo e LGBTfobia marcam rejeição da Câmara à criação do Dia Marielle Franco

ASCOM Jhonatas Monteiro

Combater a violência política sofrida pelos setores mais vulneráveis da nossa sociedade – mulheres negras, periféricas e LGBTQIA+ – em Feira de Santana era o objetivo do Projeto de Lei apresentado pelo nosso mandato e que foi à votação nesta terça-feira (13). A instituição de 14 de março como Dia Marielle Franco serviria para a promoção de atividades educativas por parte do Poder Público, no sentido da conscientização e combate a todas as formas de violência política, para que, dentre outras coisas, tragédias como a que vitimou Marielle não voltem a acontecer. Infelizmente o preconceito e o conservadorismo prevaleceram na Câmara Municipal e o projeto foi rejeitado por 10 votos a 6 e três abstenções.

As “argumentações” apresentadas pelos vereadores contrários foram em grande parte absurdas e fugiram do tema do combate à violência. Por fim, revelou-se o caráter LGBTFóbico, racista e misógino de grande parte delas.

Mulheres ainda são minoria nos espaços institucionais, e a maior prova disso é que na própria Câmara de Feira de Santana temos apenas duas vereadoras dentre as 21 vagas, e nenhuma vereadora negra ou LGBTQIA+. Ignorar o problema não vai fazê-lo desaparecer.

Seguiremos em luta na defesa dos direitos das mulheres e contra todas as formas de violência e discriminação, seguindo os passos de Marielle Franco. Marielle, presente, hoje e sempre!!!!

Leia aqui o Projeto de Lei completo.

Veja como votou cada vereador e vereadora:

Favoráveis:
Jhonatas Monteiro (PSOL)
Ivamberg (PT)
Silvio Dias (PT)
Lú de Ronny (MDB)
Eremita Mota (PSDB)
Correia Zezito (Patriota)

Contrários:
Edvaldo Lima (MDB)
Fabiano da Van (MDB)
Petrônio Lima (Republicanos)
Pastor Valdemir (PV)
Zé Curuca (DEM)
Paulão do Caldeirão (PSC)
Jurandy Carvalho (PL)
Pedro Cícero (Cidadania)
Galeguinho (PSB)
Luiz da Feira (PROS)

Abstenções:
Lulinha (DEM) Líder do governo
Ron do Povo (MDB)
Emerson Minho (DC)

Ausente:
Pedro Américo (DEM)

O presidente da Câmara, Fernando Torres (PSD), só vota em caso de empate ou quando a matéria pede 2/3 ou maioria absoluta para aprovação.

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