Natasha da Paz Gomes foi vítima de crime com características de transfobia em Feira de Santana

Feira de Santana registrou mais um crime bárbaro na tarde da última terça-feira (23). Natasha da Paz Gomes, de 34 anos, foi assassinada a tiros na Agrovila, no bairro da Mangabeira, onde residia. Natasha tinha 34 anos, era uma mulher negra e transexual, e foi alvejada perto de casa. Embora a polícia ainda investigue o caso, as características do crime, com tiros desferidos contra a face, são comuns em casos de transfobia, representando a tentativa de desfiguração das vítimas.

Natasha era natural de Serrolândia, mas vivia em Feira de Santana. Sua família a descreve como uma pessoa tranquila, extremamente amorosa e solidária. Ela também era militante da Rede Estadual Pelo Desencarceramento e integrante do Coletivo de Familiares de Presos e Presas da Bahia. Seu assassinato representa uma grande perda não apenas para a família e amigos, mas também para as causas que defendia.

O caso de Natasha soma-se à lamentável média de cerca de 122 pessoas transexuais assassinadas por ano no Brasil, dado que confere ao país o vergonhoso recorde de ser o que mais mata pessoas trans no mundo, pelo 13º ano consecutivo. No ano de 2020, a Bahia foi o terceiro estado do ranking nacional, com 19 assassinatos. A superação desta realidade deve passar, necessariamente, pela adoção de políticas públicas que combatam o preconceito e a violência e valorizem a vida de pessoas transgênero em nosso município e em todo o país.

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