O comércio de rua feirense e sua luta pelo direito de existir

O que começa errado só pode terminar errado. O dito “Shopping Popular” de Feira de Santana, cuja construção destruiu o setor de artesanato do Centro de Abastecimento – E, com isso, parte do patrimônio cultural do município –, vem sendo usado para justificar a expulsão de milhares de trabalhadoras e trabalhadores informais das ruas do Centro da cidade. Ainda pior: de forma covarde, Colbert tem se aproveitado do momento da pandemia para impor o projeto. Ao invés de apoio, quem trabalha nas ruas sofre ainda mais ataques!

A reconhecida necessidade de reordenamento do centro comercial feirense tem servido como desculpa para a prefeitura aterrorizar com ameaças de “remoção” milhares de feirantes, camelôs e ambulantes. Obviamente, o diálogo com esse setor para elaboração conjunta de uma proposta de reorganização do centro, que beneficiasse tanto quem vive do comércio de rua quanto quem transita pela área, não foi sequer cogitado. Afinal, a ideia nunca foi solucionar o problema, mas garantir os interesses de um punhado de empresários. Então, considerar o povo pra que, não é mesmo?

Milhares de trabalhadoras e trabalhadores estão com seu sustento em jogo, mas seguem resistindo – Tal é a força do povo e a importância do comércio popular para a história e para a economia feirense. Em um momento grave como este não é aceitável considerar que se trata de um problema “dos outros”: fazer isso é permitir que a violência e o cinismo do governo municipal, em sua sede para atender o grande empresariado, aconteçam livremente.

ASCOM Jhonatas Monteiro

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