O universo paralelo da câmara de vereadores de Feira de Santana

Por ASCOM Jhonatas Monteiro

No dia 03 de agosto, as atividades da Câmara Municipal de Feira de Santana foram retomadas e os vereadores, sobretudo os da base governista, já estão lá, em sua melhor forma, fazendo aquilo que sabem: se ater às coisas mais idiotas, ignorar os problemas reais da maioria da população em sua diversidade e dedicar o espaço público à prática da intolerância.

Ao longo da semana sobrou tempo e disposição para aprovação de nota de repúdio à marca de cosméticos. Nada foi aprovado, no entanto, no sentido de apurar denúncias de irregularidades do governo municipal no uso dos recursos públicos para o pagamento de empresas de transporte e para o financiamento da saúde. Os 31 dias de recesso parecem não ter sido suficientes para que refletissem sobre o aumento desenfreado dos casos de COVID-19 no município, sobre as pessoas que permanecem sem renda e têm que trabalhar em meio à pandemia ou, ainda, sobre os prejuízos causados aos camelôs pela proposta de expulsão do Centro da cidade.

Porém, é necessário denunciar que não se trata apenas de “traição” ou “descumprimento de promessas”. O descompromisso com o povo e o vazio de propostas é o próprio projeto político da maioria da Câmara, que tem cumprido bem a sua missão de abaixar a cabeça para os desmandos da prefeitura. As eleições municipais se aproximam e, sem dúvida, muitos daqueles que ocupam a tribuna hoje não economizarão no discurso para defender a sua continuidade naquele espaço. A questão é: continuar lá pra fazer o quê?

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