Sistema de transporte de Feira de Santana vive colapso evidente

ASCOM Jhonatas Monteiro

A greve das rodoviárias e rodoviários em Feira de Santana, iniciada nesta segunda-feira (23), é mais um capítulo da morte anunciada do transporte coletivo do município, cujo colapso é evidente. A tarifa extremamente cara somada à péssima qualidade do serviço e nenhuma fiscalização por parte da prefeitura são a receita para o fracasso de um sistema que agoniza há anos.

Em meio a isso, 97 milhões de reais foram gastos para a construção de um sistema BRT que, mesmo antes de começar a funcionar já estava condenado, pois é completamente inapropriado à nossa realidade. Este recurso, se adequadamente investido naquilo que deveria ser o seu propósito inicial – a melhoria do transporte coletivo – poderia ter evitado o caos atual.

Diante de tantas irregularidades, é urgente que se investigue o que acontece de fato no sistema de transporte feirense, que tem funcionado ao longo dos anos como uma verdadeira caixa preta. Não se sabe ao certo nem mesmo o tamanho da frota à disposição do município, e muito menos sobre as condições do contrato, tarifa e contrapartidas. Por isso nosso mandato tem defendido a realização de uma CPI do transporte de Feira de Santana, através da Câmara Municipal. Precisamos saber quanto se gasta e como se gasta, para que o povo não seja lesado e para que possamos construir um sistema que atenda de fato as necessidades da população.

Aproveitamos para nos solidarizar com as rodoviárias e rodoviários em greve, que vivenciam uma situação de precarização do trabalho e perda de direitos, e cuja reivindicação por uma melhor remuneração é mais do que legítima, assim como com a população feirense, refém das relações inescrupulosas entre a prefeitura e o empresariado do transporte.

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